segunda-feira, 28 de junho de 2010

Açaí???


Estando longe de casa nós sentimos muita falta de tudo e de todos (tudo, inclui comida e os pratos típicos da região em que você vive). Eu sou de Roraima, extremo Norte do Brasil (região Amazônica) e sou apreciadora de um bom açaí.
Então, um belo dia enquanto eu passeava pelo shopping daqui de Daytona Beach-FL, fui procurar por sucos naturais (natural aqui significa um pouco menos artificial, mas eu ainda tinha esperanças). Então vi que eles tinham açaí (the rain forest fruit). Nossa que alegria, eu pedi um médio que já era grande, mas na verdade estava pensando em pedir o grande que é gigante para que todos os meus amigos podessem se deliciar com o suco desse fruto tipicamente amazônico. Mas, depois que já tinha pago e tudo, tomei o primeiro gole e surpresa: Não tinha nada de açaí ali... Gente eu fiquei TÃO frustada!!! Isso é propaganda enganosa, ali tinha os vários tipos de berry que o pessoal ama por aqui, mas não tinha NADA de açaí. Abri o copo pra ver melhor essa marmota e a cor do suco era rosa claro. Depois desse vexame do açaí tive que explicar para os meus amigos que estavam comigo que aquilo não era açaí.
Mas é assim mesmo, aqui e em muitos lugares do mundo as pessoas usam o nome da Amazônia como estratégia de marketing para atrair clientes. O problema é que muitas pessoas não sabem o que é açaí de verdade, daí compram uma porcaria dessa no shopping e acham que estão tomando a bebida energética da Amazônia.
Durante as viagens que fiz por aqui tive a oportunidade de visitar diferentes cidades, museus, aquários, zoológicos e etc... e a Amazônia estava lá... Por exemplo em São Francisco vi a Rain Forest Café, em Baltimore no aquário e mini zoológico, havia uma parte dedicada só a aves, plantas e répteis da Amazônia, em Nova York vi um planfeto que dizia: Vamos salvar a Amazônia. Ou seja, a Amazônia é sinônimo de um bom negócio, pois tive a oportunidade de observar a expressões e comentários de americanos no aquário de Baltimore, e todos estavam super interessados e curiosos sobre o assunto e espécies.
Eu sinceramente acho isso um absurdo, mas infelizmente acho que não há nada que se possa fazer a respeito. Eu pelo menos não sei de nenhuma lei que proiba o uso do nome. Então, enquanto isso muitas pessoas continuarão a ser enganadas com o falso açaí e outros produtos da amazônia.
Quando eu fui para Miami, também vi açaí por lá, mas como Miami é uma cidade onde existem muitos brasileiros e como o evento de footvoley estava sendo organizado por Barsileiros tive a oportunidade de matar um pouco a saudade do açaí. Só que o preparo era um pouco diferentte, esses brasileiros do Rio de Janeiro acrescentaram suco de maçã artificial no açaí, eu fiquei só olhando aquilo. O gosto não ficou ruim, mas fugiu do tradicional açaí da Amazônia. Será que é assim mesmo que tomam açaí no Rio??? Preciso dar um pulo por lá pra conferir, mas antes disso tenho que provar o açaí do Pará.
Abaixo esta a lenda do Açaí, espero que gostem.
Um abraço a todos e tomem açaí pra crescer e ficarem fortinhos (mas tem que ser o original).
=)

Lenda do Açaí

Antes de existir a cidade de Belém, capital do Estado do Pará na Amazônia, uma tribo muito numerosa ocupava aquela região. Os alimentos eram escassos e a vida tornava-se cada dia mais difícil com a necessidade de alimentar todos os índios da tribo. Foi aí que o cacique da tribo, chamado de Itaki tomou uma decisão muito cruel. Ele resolveu que a partir daquele dia todas as crianças que nascessem seriam sacrificadas para evitar o aumento de índios da sua tribo. Um dia, no entanto, a filha do cacique, que tinha o nome de IAÇÃ, deu à luz uma linda menina, que também teve de ser sacrificada. IAÇÃ ficou desesperada e todas as noites chorava de saudades de sua filhinha. Durante vários dias, a filha do cacique não saiu de sua tenda. Em oração, pediu à Tupã que mostrasse ao seu pai uma outra maneira de ajudar seu povo, sem ter que sacrificar as pobres crianças. Depois disso, numa noite de lua, IAÇÃ ouviu um choro de criança. Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua filhinha sorridente, ao pé de uma esbelta palmeira. Ficou espantada com a visão, mas logo depois, lançou-se em direção à filha, abraçando-a. Mas, misteriosamente a menina desapareceu. IAÇÃ ficou inconsolável e chorou muito até desfalecer. No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira. No rosto de IAÇÃ havia um sorriso de felicidade e seus olhos negros fitavam o alto da palmeira, que estava carregada de frutinhos escuros. O cacique Itaki então, mandou que apanhassem os frutos em alguidar de madeira, o qual amassaram e obtiveram um vinho avermelhado que foi batizado de AÇAÍ, em homenagem a IAÇÃ (invertido é igual a açai). Com o açai, o cacique alimentou seu povo e, a partir deste dia, suspendeu sua ordem de sacrificar as crianças.mas de respeito pela vida.
Fonte:

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Copa do Mundo 2010


Chegou a época de unir as nações por uma só paixão: Futebol. Eu confesso que não sou doente por nenhum time do Brasil, mas claro que tenho minhas preferências (melhor não citar o nome de nehum clube para evitar desavenças entre os meus leitores rsrs).
Confesso também que eu gosto de assistir os jogos da Copa do Mundo (claro que também não fico doente com isso igual a minha roommate que assiste TODOS os jogos e fica discutindo com qualquer um sobre os jogos, dizendo quem vai ganhar ou perder, fazendo comentários sobre os jogos e jogadores... como se ela entendesse alguma coisa de futebol... rsrs) eu assisto apenas os jogos que me interessam. Ou seja, assisto os jogos do Brasil.
Mas é claro que não é a mesma alegria assistir o seu time em outro país.
1) A narração é terrível em Inglês, não tem emoção.
2) Qual a graça de torcer sozinha??? (Eu assisti o primeiro jogo sozinha no meu quarto, pois todos os outros Brasileiros estavam ocupados com os afazeres do programa... O jogo em si já foi ruim-especialmente o primeiro tempo-mas ver o jogo sozinha é ainda pior).
3) Não tem festa na rua quando o Brasil ganha (só em Orlando, mas acho que não vai dar pra ir lá).
4) Como aqui tem gente do mundo todo, você tem que aguentar os invejosos que não têm os seus países na copa azarando o seu time. E eu como não sou de ficar brigando, deixo quito... bando de invejosos... hahahahaha
5) Você morre de medo que o seu time de fato perca e caso isso aconteça não terá ninguém pra dividir a dor com você.
Ao menos o segundo jogo do Brasil foi melhor, tirando o fato que o Kaká não poderá participar da próxima partida contra Portugal. E a torcida por aqui dessa vez também foi bem melhor, reunimos a Brazucada (Eu, Jacy, Leonardo, Fernando e Felipe) fomos assistir o jogo na casa de um colega. Depois do jogo, ficamos dançando música latina pq nosso colega não tinha música Brasileira, mergulhamos na piscina e comemos comida Brasileira (feijoada, arroz, carne, farora e salada... TÃO bom!!!).
Agora só me resta continuar torcendo pela seleção e torcendo também pra que eu tenha meus amigos pra torcerem comigo (assim ao menos me sinto um pouco mais perto do Brasil).

terça-feira, 15 de junho de 2010

1 ano fora de casa

Hoje, dia 15 de junho de 2010, eu completo exatamente um ano que eu saí temporariamente de casa, sim temporariamente pois daqui algum tempo vai chegar a hora em que eu de fato terei voar com minhas próprias asas e seguir minha vida... assim como acontece com todas as pessoas adultas.
Nesse tempo que aqui estou, MUITAS coisas aconteceram... Coisas boas e ruins (melhor nem citar as ruins). Mais coisas boas que ruins graças a Deus. Estando aqui eu infelizmente perdi grandes acontecimentos da minha família (os 15 anos da minha irmã, o nascimento da Luisinha, vou perder a formatura da minha mãe... e outras coisas mais) e amigos (meus queridos amigos da faculdade estão defendendo a monografia hoje... era pra mim estar lá também, mas no final desse ano é a minha vez e vou fazer bonito... não vi o Pablitito bobão, mas com certeza ainda terei a oportunidade de ver rsrs).
Mas é claro que grandes coisas também aconteceram em minha vida e eu só tenho a agradecer por tudo o que vivi até hoje e por tudo que ainda tenho pela frente. Vir pra cá foi uma das melhores coisas dos últimos tempos... Eu cresci muito profissionalmete e pessoalmente. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, eu não mudei. Apenas me transformei pois NADA é imutável, tudo e TODOS se transformam. Claro que uns para o bem e outros para o mal. No meu caso, acredito que me transformei em uma pessoa melhor. Afinal de contas, como pode ser ruim crescer como profissional e como ser-humano???
Uns me perguntam se eu faria essa "loucura" de "deixar pra trás" família, amigos e tudo mais temporariamente para ir em busca do desconhecido mais uma vez. A resposta é SIM!!! (na hora, tudo o que eu preciso é uma oportunidade para continuar crescendo como profissional e pessoa). Hoje eu me sinto MUITO mais independente e madura, sinto que posso ir a qualquer lugar, na verdade essa história do desconhecido não me assusta, mas sim aguça os meus sentidos.
Segue um texto sobre MORAR SOZINHO. Não sei quem é o autor do texto, recebi esse texto por e-mail de uma colega também bolsista. Esse texto retrata muito bem muitas das coisas que eu senti e sinto por aqui, quem já mourou sozinho com certeza vai se identificar também. Espero que gostem. :)
MORAR SOZINHO
"Morar fora não é apenas sentir saudades, é aprender a dar valor a pequenas coisas que antes você julgava normais, mas que com a ausência das mesmas, você vê o quão importantes elas eram e são.
Morar fora não é apenas abrir mão de suas comodidades, é mudar seus conceitos e ver que você pode se adaptar a coisas que sempre julgou improváveis e impossíveis, e ver que essa adaptação so faz com que você cresca.
Mora fora não é apenas se sentir mais um dentre um milhão de pessoas, e sim, simplesmente lutar com suas próprias pernas, sem qualquer influência de nada, nem ninguém, é ter o orgulho de tudo o que você conquistou pois foi com o seu esforço, o mérito é todo seu.
Morar fora é um aprendizado de que você não é melhor do que ninguém, que você tem sim que se sujeitar aos outros, e que muitas vezes a vontade de jogar tudo pro alto e voltar para a sua casa é maior que tudo, mas você adquiriu maturidade para perceber que isso é só um momento de crise, e que se você está realmente buscando um objetivo, existirão pedras no caminho, e que você deve transpo-las de cabeça erguida, por mais custoso que isso possa parecer em determinados momentos.
Morar fora é ver o tempo em extremos, em certas épocas, ele voa, em outras, ele simplesmente para...e você aprende que não é dono de si mesmo, aprende que não tem o controle de tudo como gostaria, ou como sempre julgou....
Morar fora é ver a palavra rotina desaparecer, e ter horários malucos, é ter tempo pra tudo e as vezes tempo pra nada, é acordar de madrugada quando ainda está noite, e voltar para casa quando já anoiteceu, moido, mas com a alma lavada, de dever cumprido...
Morar fora é ter um dia de folga, que de folga mesmo não tem e nada, é ter que limpar, lavar, cozinhar, ir ao mercado, tudo que você sempre teve de mãos beijadas na sua casa, e nunca percebeu, é ter que se preocupar com dinheiro, com pagamento de contas, fazer economias, e planejamento para realizar seus sonhos...
Morar fora é ser dono do próprio nariz, não ter que dar satisfação de nada a ninguém, é dividir casa com pessoas que você nunca imaginou, que nem sempre tem muito a ver com você, com seus hábitos e costumes, mas você aprende a conviver....é comer comidas horrorosas, prontas e congeladas, coisas que na maioria das vezes detestava-se.
É perceber que você tem mais dos seus pais do que você imaginava, é ficar feliz com uma simples mensagem de alguém que você está morrendo de saudades, é pular em um segundo quando o celular toca, esperando a possibilidade de ser alguém do Brasil, só para ganhar seu dia....
É valorizar seus amigos de verdade, sua família, suas raízes e suas histórias, é ter a certeza de que eles são sua melhor ponte com seu passado e com seu futuro, e que embora longe, eles caminham cada segundo com você, e mesmo sem saber, são eles que te dão foçra para sobrepor todos os obstáculos que você enfrenta nessas loucuras....
Morar fora é se conhecer muito mais. É amadurecer e ver um mundo de possibilidades a sua frente. É ver que é possivel sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal. É perceber que o mundo está na sua cara e você pode sim, conhecê-lo inteiro.
É ver seus objetivos mudarem. É mudar de idéia. É colocar em prática. É ter que mudar sua cabeça todos os dias. É deixar de lado as coisas pequenas. É saber tampar o seu ouvido, e engolir sapos gigantes...É se valorizar. É ver sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos. É se ver aberto para a vida. É não ter medo de arriscar. É colocar toda a sua fé em prática. É ter fé. É aceitar desafios constantes. É se sentir no paraíso e no inferno no mesmo dia, e oscilar entre o não querer voltar mais e o querer voltar, e não conseguir se imaginar no mesmo lugar. É mudar de idéia, de planos e objetivos em um mesmo dia, em um mesmo minuto, e querer trazer todos que você sente saudades pra junto de você.
Morar em outro país é se surpreender com você mesmo. É se descobrir e notar q, na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem: VOCÊ MESMO!"

sábado, 12 de junho de 2010

MBV


If you really think so, you should think twice because EVERY DAY are going to be like this… <> YWV

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Busch Gardens/Tampa-FL

30/05/2010 à 02/06/2010
Chegou a hora de realizar um sonho antigo... quando eu fazia aulas de Inglês no ALL, havia um texto falava sobre o Busch Gardens, quando eu vim pra cá eu nem me lembrava que o parque ficava aqui pertinho de Daytona. Mas chegano aqui eu logo me lembrei do parque que estava no livro e uma vez estando tão perto eu não poderia perder a chance... Então tive que fazer esse sacrifício... Fui lá conhecer o famoso parque de diversões/zoológico com o Belucci. =)
Tampa não é tão longe de Daytona, mas como fomos de ônibus, levamos um bom tempo pra chegar e para voltar pq tivemos que ficar mais de uma hora parados em Orlando. Sendo assim, no primeiro dia não fizemos nada a não ser comer, andar um pouquinho e ir no Save a Lot pra variar (nem viajando mudamos alguns hábitos... mas dessa vez não teve chips). =/
No segundo dia da viagem passeamos por Tampa de ônibus, é incrível, agora já sei me virar muito bem com um mapa na mão. (vivendo e aprendendo). Antes de começar nosso passeio de ônibus fomos para a parada (claro). Chegando na parada tinha um cara com umas sacolas do famoso Save a Lot (olha eu aqui de novo fazendo propaganda). Mas nem demos bola nem nada. Daí o cara atende o telefone e começa falar em árabe (agora já reconheço vária línguas), daí eu só pensei esse aí é egípcio com certeza e ainda pensei na possibilidade dele também ser CCID, mas acabei deixando esse pensamento de lado, afinal seria muita coicidência. Então chega alguém de carro para pegar o tal rapaz, e quando ele senta no carro vejo o boné dele onde estava escrito CCID. Nossa eu tava certa, eu sabia intuição feminina não falha nunca. kkk Eu acho isso muito engraçado em TODAS as viagens que faço por aqui eu tenho que encontar um CCID... Como já disse aqui no blog: Se cuidem pessoas, nós vamos dominar o mundo... hahahahaha
Ta continuando... andamos pela cidade de ônibus, passeamos na famosa Sétima Avenida, fomos comer na Mary's e assistimo Sex in the City 2... Em estilo cinema privado, pois só haviam 4 pessoas dentro da sala de cinema. Eu nem preciso dizer que amei o filme, sempre assistia a série... me inspiro na Carrie Bradshaw... rsrs
Folga no nosso cinema particular em Tampa =)
No terceiro dia pegamos o busão super cedo para chegar no parque. Chegamos lá exatamente no horário previsto (por incrível que pareça rsrs). O parque tinha acabado de abrir e já tinha bastante gente apesar de ser uma terça-feira.
O parque é tão grande quanto eu imaginava... cheio de áreas verdes e pássaros para todos os lados, eu amei é CLARO. Isso pq os pássaros ficam livres e não em gaiolas. Claro que tem uma parte fechada, mas nessas parte você pode entrar e o e os passarinhos vem pra cima de você e você pode segurá-los. Uma gracinha.
Eu com um dos passarinhos simpáticos
Mas é claro que tem uns passarinhos mais gaiatos que vôam pra cima de você sem avisar e daí você leva um baita susto. Mas ainda assim é SUPER legal.
Eu e um passarinho gaiato que me pegou de surpresa, ele ainda tava olhando para a câmera... rsrs
Contiuando a caminhada pelo parque tiramos algumas muitas fotos enquanto estavamos só passeando pq depois que começassemos a brincar, a câmera teria que ficar de lado já que as grandes atrações do parque são as montanhas russas.
Essa é a mais alta do parque e você sobe e desce em 90 graus só pra começar...
A mesma vista de outro ângulo
Continuando o passeio, vimos muitos outros bichinhos pelo caminho, mas é claro que esses não ficam livres como os passarinhos por motivos óbvios.
Só as girafas estavam fazendo pose...
Montando um hipopótamo???
Pra finalizar a parte que podíamos levar a câmera, fomos ao teleférico pra ter uma visão geral do parque... muito lindo.
No teleférico =)
Agora, sem a câmera... caminhamos o parque todo mais umas duas vezes pra ir em todos os brinquedos de gente grande rsrs. Gostei de todas as montanhas russas menos a de madeira que tremeu muito e me deu um pouco de dor de cabeça. A montanha russa mais alta foi fichinha perto da de madeira pra mim.
Também fomos nos brinquedos de água e nos molhamos bastante... resultado: caminhar o dia INTEIRO no sol + ficar de roupa molhada por algum tempo = TOSSE e cansaço.
Por isso no último dia quando deveríamos ter ido para um parque aquático resolvemos ficar descansando pra não piorar a nossa situação (ainda bem que tomamos a decisão certa... pois tenho tosse até hoje, imagina só se tivesse passado o dia no parque aquático. Mas é claro que o tempo daqui de Daytona que esta uma loucura nesses últimos dias também colabora muito pra isso). Aí foi só retornar pra Daytona Beach mesmo.
Voltando pra casa...
Em resumo, a viagem foi maravilhosa e me deixou aquele gostinho de quero mais... Agora só me resta aguardar o retorno...
Beijos pessoas queridas.

domingo, 6 de junho de 2010

Lighthouse and Marine Science Center

27/05/2010 Quinta-Feira
Depois de duas tentaivas frustadas (sim duas tentativas frustadas pois na primeira vez eu planejava ir ao Light House em um dia de domingo, mas descobri que o ônibus que vai pra lá o 17A não faz aquela rota neste dia da semana e eu como não tenho transporte a não ser uma bicicleta amarela sem freio, não pude fazer o passeio no domingo e acabei passando o domingão fazendo umas comprinhas necessárias com o Vitor... Na segunda vez que planejei ir ao Light House acabei desistindo mesmo pois havia acordado muito tarde e no mesmo dia foi celebrado o aniversário da minha amiga Jacy e caso eu e o Vitor chegassemos atrasados ela nos mataria... rsrs).
Então eu finalmete consegui conhecer o Lighthouse and Marine Science Center no dia 27 de maio de 2010, nossa, que emoção... hahaha
O trajeto foi super simples e mais rápido que imaginava, pegamos apenas dois ônibus e como quase ninguém faz aquela rota, não houveram muitas paradas. O ônibus estava praticamente vazio e acredite, consegui encontrar um casal de Brasileiros, turistas com certeza. Só os reconheci pelas Hawaianas (pq todo Brasileiro que se presa sempre sua sandálias Hawaianas... nem deveria estar escrevendo isso aqui já que não ganho nada pelo marketing, mas como eu escrevo tudo o que vejo, dessa vez não poderia ser diferente).
Chegando lá, levei um susto, pois a senhora que vende as entradas disse que uma parte do farol tinha acabado de ser pintada que que não seria possével visitar o local no momento, mas que em algumas horas já estaria aberto para visitação normalmente. UFA!!!
Então, enquanto isso ficamos caminhando pelas redondezas e vimos tantas coisas lindas pelo caminho... como por exemplo:
Criançinhas brincando felizes em um parquinho
Fizemos uma trilha onde tivemos a oportunidade de estar mais próximos da natureza que eu tanto adoro.
Uma das lagartas encontradas pela trilha... Linda não???
Caminhamos até um mirante, onde vimos o farol e uma imensa área verde.
Eu no mirante com uma vista previlegiáda
Visitamos o Marine Science Center e tivemos a oportunidade de ver alguns do animais que foram resgatados em situação de risco e que agora estão se recuperando graças ao magnífico trabalho dos veterinários que lá estão. Também ficamos sabendo um pouco mais sobre a vida marítima.
No Marine Science Center
Agora sim, chegou a hora de subir o maior farol da Flórida.
Subindo os 203 degraus
Chegando no topo eu descubro que valeu muito a pena ter insistido em visitar essa atração de Daytona Beach-FL. A vista é maravilhosa e chegando ao topo você esquece que acabou de subrir 203 degraus pois não consegue pensar em outra coisa a não ser no quanto a natureza é incrível. Vitor e eu ficamos lá em cima por mais de uma hora apreciando a vista e o vento.
Admirando a vista
Quem tiver a oportunidade de vistar Daytona, não deixe de visitar o farol. Por tudo que já escrevi aqui, é um passeio incrível e MUITO proveitoso.
O prêmio dele por ter chegado no topo sem escorregar no chinelo com aqueles pés suados... hahaha (desculpa, mas não podia perder a piada... aprendi com você) ;)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Graduação em Daytona State College

17/05/2010 Segunda-Feira
Agora sim, sou uma pessoa graduada... =)
Engraçado que quando eu era criança eu sempre imaginava que isso ia demorar tanto para acontecer... e sempre que meu pai e minha mãe falavam que eu deveria estudar e me formar, eu via isso acontecendo de fato, mas pareceia que isso aconteceria em um futuro TÃO distante. Mas o tempo está voando em um desses aviões de última geração, super rápidos (ao menos é assim que eu me sinto), tanto que aqui estou eu, de beca, chapéu e certificado, muito feliz por tudo isso, mas ainda assim sentindo que esta faltando algo. Meu pai e minha mãe que sempre me fizeram sonhar e sonharam comigo, infelizmente não puderam estar presentes na minha primeira graduação, mas na próxima eles estarão lá comigo com certeza (vai ser bem interessante se graduar duas vezes no mesmo ano. Sem contar que no fim desse ano meu irmão também irá concluir a faculdade dele, então teremos dupla comemoração na minha casa). Mas eu tenho certeza que eles ficaram super felizes por mim e orgulhosos ao me ver na tão sonhada beca.
Eu estava super feliz por me formar e tal, mas ao contrário de todas as outras garotas do CCID eu não começei a me embelezar para o grande evento na sexta-feira anterior, mas sim no mesmo dia com apenas duas horas de antecedência, sem nem se quer ter certeza do que eu ia vestir já que a beca cobre tudo mesmo e eu só teria um convidado especial (Vitor). Então, resolvi usar o vestido que ganhei dele. Não fiz cabelo, nem maquiagem super elaborada. A verdade é que antes de chegar ao local e colocar a tal beca eu não estava sentindo todo o espírito da formatura, mas acho que a beca tem um poder mágico ou lago do tipo. rsrs
Eu de bata, chapéu, certificado e meu único convidado especial
A cerimônia durou horas, pois lá estavam todos os formandos de Daytona State College. Confesso que durante algum tempo eu fiquei entediada e fiquei batendo papo com meus amigos que estavam próximos de mim e mandando mensagens para os celulares da minha família e amigos. Mas era simplesmente impossível ficar atenta a cerimônia o tempo todo... eu estava na antepenúltima fileira, e levou uma eternidade até que chamassem meu nome, mas quando enfim chegou a minha vez, chamaram o meu nome, eu peguei meu cetificado e apertei a mão do reitor, eu me senti tão poderosa nessse momento, uma euforia inexplicável.
Todos os formandos de Daytona State College de 2010
Agora só me resta iniciar meu estágio na Convention and Visitors Bureau (CVB) daqui de Daytona Beach, começar a desenvolver o projeto da minha monografia no tempo livre, retornar para a minha famíia e amigos e me formar pela segunda vez em 2010, agora o Instituto Federal de Roraima (IFRR) me aguarda. (Lembrando que esses são os planos apenas para 2010).
* Na primeira foto, formandos CCID de Daytona Beach-FL: Pablo Costa Rica), Jacinta (Ghana), Fortune (Ghana), Eu (BRASIL), Yissel (Panamá), Ella (Nicarágua), Nemi (Egito), Hussain (Egito), Sobhi (Egito), Medeni (Egito), Jaciara (Brasil), Bongani (África do Sul), Leonardo (Brasil), Ahmet (Turquia) e Draz (Egito).
** Só faltou o Foued, também do Egito que está SEMPRE atrasado... Depois ainda falam que os atrasados são os Brasileiros... rsrs

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Blue Spring Park and City Walk

13/05/2010 Quinta-Feira
Livre das aulas que encerraram na terça-feira, dia 11. Eu passei o fim dessa semana toda aproveitando a minha vida e as maravilhas da Flórida. =D
Tive a oportunidade de voltar ao Blue Spring Park depois de 10 meses. Dessa vez minha experiência por lá foi completamente diferente. Da primeira vez tinha ido com meus amigos do pré acadêmico e professores e dessa vez fui com meus companheiros da última viagem a Miami (Vitor, Andrea e Esmaily) + a minha roommate Ella. Como já tinha conhecido tudo por lá, já não estava louca correndo de um lado para o outro, mas ainda assim fiz várias fotos CLARO!
Fizemos o passeio de canoa e pulamos MUITO na água. Já me sinto renovada com toda aquela energia verde que sempre me faz MUITO bem. Dessa vez tive mais sorte com os insetos, voltei pra casa com apenas uma grande picada... rsrs
14/05/2010 Sexta-Feira
Sexta-Feira, pude retornar a outro lugar, City Walk em Orlando, estavam comigo a mesma galerinha de ontem. Assim como aconteceu ontem, minha segunda visita ao City Walk foi super tranquila, aproveitei muito o passeio e a compania de todos.
Caminhamos um pouco, tomamos um cafezinho no Starbucks, caminhamos mais um pouco, tiramos umas mil fotos pra variar e depois disso fomos jantar no Hard Rock Cafe, onde passamos um tempo conversando e comendo. Também comemoramos o aniversário do Vitor por lá. Essa parte era uma surpresa do pessoal... nem eu sabia dessa festinha. Foi engraçado o garçon desajeitado gritando o nome dele e fazendo todos os clientes cantarem Happy B-Day to you...
Depois disso, voltamos para Daytona e dormimos muito.
Nossa gente muito difícil essa vida de "férias"... Mas na semana seguinte já acaba a moleza... com a formatura e início do estágio.

sábado, 22 de maio de 2010

Miami-FL (Praia, Festas e Torneio de Footvolley)


6, 7, 8 e 9 de maio de 2010
Consegui voltar em Miami para fazer todas as outras coisas que não tinha dado tempo de fazer da outra vez quando fui assistir o campeonato de tênis. Dessa vez também tinha esporte envolvido-footvolley (é isso que acontece quando você namora um atleta, ele sempre vai arranjar programinhas saudáveis... rsrs). A vantagem é que dessa vez dava pra dar uma fugidinha do torneio de footvolley e dar uns mergulhos na praia de Hollywood Beach (local onde estava acontecendo o torneio).
Então, saímos daqui de Daytona na quinta-feira ao meio dia e chegamos por lá ás 5:00 da tarde, sem saber onde iríamos ficar... Nossa, eu nunca viajei assim, sem saber onde ia dormir e tal. Mas para tudo há uma primeira vez na vida. E a minha primeira experiência de quase sem teto foi super tranquila pois nós (eu, Vitor, Andrea e Esmaily) fomos de carro, então tudo fica mais fácil em termos de locomoção. Conseguimos um hotel bem localizado e confortável, onde todos nós dividimos o quarto. Era uma bagunça só. =)
Na primeira noite fomos para uma balada na Masion. Tipo foi legalzinha, mas pra falar a verdade eu não gostei muito não pois não gosto de ficar um só tipo de batida a noite toda. Mas é claro que a festa estava lotada, cheia de gente animada e louca. De nós 4 acho que eu era a única não muito satisfeita... mas fazer o que.
Alguma coisa NUNCA agrada a todos.
Na Masion
Esmaily aproveitandoa a festa... rsrs
No segundo dia ajudamos um pouco com algumas coisinhas da organização do torneio (isso pq quem estava a frente do evento era um Brasileiro, ex-tenista do time e amigo da Andrea e Vitor). No final da tarde quando terminamos com todos os nossos afazeres, assistimos um pouco do torneio que havia começado pela tarde e demos um mergulho na praia de Hollywood Beach. Que é linda por sinal e SUPER movimentada.
Em Hollywood Beach
A noite jantamos em um restaurante Colombiano, pois a Andrea é da Colômbia e resolvemos provar um pouquinho dos sabores da Colômbia. A comida estava deliciosa, é bem parecida com comida Brasileira (ao menos o prato que escolhi). A melhor coisa foi o aperitivo (que não lembro mais o nome, mas era algo de banana com frango, cebola, tomate e queijo).
No restaurante Colombiano
Depois dos jantar, descansamos, nos arrumamos e fomos para mais uma baladinha. Agora sim, me diverti MUITO na Mango's. Uma boate, bar e casa de show com 3 ambientes e diferentes tipos de músicas claro, showzinhos de samba, carnaval, salsa, merengue, Gogo Boys e também mulheres semi-nuas dançando no balcões. Nessa boate, trabalham muitos brasileiros e latinos em geral. E a influência Brasileira é super forte por isso eles têm apresentações de samba e carnaval.
Vitor, Eu, Andre e Esmaily na Mango's
Uma das atrações da Mango's
No sábado fomos à praia de South Beach, uma das praias mais famosas de Miami, que assim como a praia de Hollywood Beach é super movimentada e MUITO bonita também. Passamos o dia por lá pegando um solzinho e mergulhando (eu estou bronzeada de verdade até hoje, para quem quiser pegar um bronze eu recomendo as praias de Miami). =D
Vitor e eu em South Beach
Saindo da praia, procuramos um restaurante Brasileiro pra matar a saudade do Brasil (só com relação á feijoada, pq de resto eu cozinho TUDO aqui em casa). Quem matou mesmo a saudade foi a Andrea que já viajou para o Brasil e adorou a nossa comidinha Brasileira. Já o Esmaily, nunca tinha experimentado e também gostou bastante. Todos nós comemos MUITO nesse restaurante, saindo de lá, ninguém tinha coragem de fazer NADA. Resultado, cheamos no hotel e fomos direto para a cama, onde dormimos como anjinhos em pleno sábado a noite.
No restaurante Brasileiro que tinha até guarná =D
Mas, repentinamente o Vitor acordou de madrugada às 4 da manhã, dizendo que estava com sede e acabou acordando todo mundo. E assim, saímos para um passeio em Miami de madrugada, compramos água e caminhamos até um lugar muito bonito, sentamos em umas pedras e conversamos um monte de bobagens... também vimos um cruzeiro passando (ai como eu quero fazer um cruzeiro... quem sabe essa é a próxima viagem). ^^
Planejando o cruzeiro... rsrs
Voltamos para o hotel, o Esmaily e a Andrea dormiram e eu e o Vitor voltamnos para a praia para ver o sol nascendo (o sol nascendo em si já é lindo, mas visto da praia de South Beach em Miami com uma excelente compania é ainda mais especial). Voltando da praia tomamos café Cubano, nos arrumamos, fizemos check-out do hotel e mais uma vez fomos para a praia de Hollywood Beach para mais praia e o último dia do torneio.
O sol subiu muito rápido... rsrs
Foto digna de cartão postal!
Durante todos os dias, as duplas brasileiras de Footvolley estavam MUITO bem durante os jogos, mas não sei exatamente o que aconteceu... no final, nenhum brasileiro venceu. Mas sim uma dupla, do Paraguai. (interessante isso). Outra coisa, nossa como tinha Brasileiro em Miami, minha nossa, assim como da outra vez que fui a Miami, ouvi Português quase o tempo todo.
Duplas Brasileiras
Fim de campeonato e do nosso tempo em Miami, hora de retornar á Daytona, mas não sem experimentar um pouco das tradições culinárias do outro integrante do grupo, fomos em um restaurante da República Dominicana... Nossa gente, que comida BOA. Estava TUDO muito bom, e os pratos eram todos muito generosos. Sem contar que esse restaurante também tinha outras atrações como bandinha de músicas latinas claro e Karaokê. Nós comos somos MUITO exibidos, fomos dar um showzinho no Karaokê, cantamos obsession do grupo Ventura. Nossa, cantamos SUPER mal, só quem cantava de verdade era a Andrea e o Esmaily que falam espanhol . Mas ainda assim, fizemos o maior sucesso, fomos aplaudidos e tudo... também arrasamos no salão dançando salsa, merengue e bachata. lol
No restaurante da República Dominicana
Chegamos em Daytona ás 3 da manhã de segunda-feira (detalhe, eu tinha prova final ás 9 da manhã de Event Risk e Event Marketing... Eu estava MORRENDO de sono e cansaço, mas deu tudo certo, tirei A em ambas matérias).
Obrigada pela compania pessoal, eu me diverti MUITO!!!
Em resumo, Miami é umexcelente destino para quem procura vida norturna agitada, praias cheias e águas azuis esse é o destino. Importante lembrar que os menores de 21 anos não poderão frequentar as festas, pois a cobrança de identidade na entrada é rigorosa.
Eu recomendo. Visitem Miami. =)
Lembrando que no domingo dia 9 era dia das mães e aniversário de 15 anos da minha irmãzinha Leila. Eu liguei pra casa e falei com as duas. Parabéns de novo para as minhas queridas. (Leila, ainda esta de pé a minha promessa, não se preocupa). =)
Obrigada Hulk e Vitor. :)
PS: Eu NÃO sou nerd.
That's all folks.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

House Party

24/04/2010 Sábado
Enfim, tive a oportunidade de participar da primeira house party da minha vida aqui nos EUA. A festa aconteceu na casa do tênis (casa onde mora parte do time masculino de tênis da Bethune Cookman e o Vitor fazendo parte deste time, eu já tinha convite garantido para a festinha). A Bethune é uma faculdade frequentada predominantemente por afrodescendentes. E a casa fica localizada em frente ao campos onde a área também é habitada predominantemente por Black People (como dizem aqui). Ou seja, na festa 95% dos convidados eram negros. O que significa que todas as músicas tocadas durante a festa faziam o estilo Black Music (que meu irmão adora por sinal e que agora morando por aqui eu também aprendi a curtir muito). Como já disse no post passado, sem preconceito nenhum a respeito disso. Mas é realmente bastante interessante ver o quanto as coisas são segregadas por aqui.
Foi bastente divertido, eu tive a oportunidade de conhecer vários outros companheiros de time do Vitor e amigos da faculdade. A festa estava regada com muitas bebidas alcoólicas para todos os gostos. E foi nessa festa que eu tomei o meu primeiro shot de tequila, com sal e limão... bom o que eu posso dizer a respeito disso... é forte, bem forte... rsrs Tinha também muita gente fumando, cigarros comuns e maconha também. (pai e mãe, como eu já disse pelo telefone para vocês, isso é super comum por aqui, quase todo mundo fuma, já me oferecerem maconha VÁRIAS vezes, mas eu continuo odiando cigarros, então não faz muito sentido experimentar isso. Por isso, não se preocupem).
Ah e é claro que tinha também jogos que envolviam bebida. No fim da festa, como de costume, a polícia apareceu pra acabar com a festa, pois como se sabe, sempre que tem alcool, tem confusão, não importa onde, aqui, no Brasil ou na China. Mas o que acontece aqui é que a idade mínima para o consumo de bebidas é 21 e por aqui as autoridades levam a sério e fiscalizam essa lei e sabe-se também que os menores tem acesso aos drinks nessas festas, então se a polícia ver uma aglomeração e som alto em alguma residência, vai parar com certeza, principalmente se notarem que há alguma alteração no local.
Assim, eu não consigo entender como as pessoas fazem festa por aqui sabendo que a polícia pode chegar a qualquer momento e simplesmente mandar todos embora.
Beijos pessoas queridas do meu coração.
:)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mentor Family


10/04/2010 Sábado
Nós estudantes internacionais temos Mentor Family (pessoas escolhidas pelo programa e coordenador para ajudar na nossa adaptação nos States).
A minha mentor se chama Denise, ela é BEM engraçada, mas ao mesmo é também muito difícil de lidar... costuma olhar pra gente e analisar tudo... sem contar os interrogatórios que ela faz. Confesso que muitas vezes ela me assusta. Nossa relação é meio complicada, eu saí com ela poucas vezes e só a vejo de vez em quando quase nunca, geralmente por coicidência. Vou explicar o pq.
Quem me conhece que sabe que eu não tenho nenhum tipo de preconceito, pois pra mim só existe uma raça, a raça humana. Essa coisa de branco, preto, pardo, índio, amarelo e etc é algo que inventaram nem sei pra que. Somos todos humanos, somos todos iguais e pronto.
Então, a minha mentor de acordo com o census é classificada como afrodescendente e eu branca. Para mim isso nunca foi ou será um impecilho em uma relação, mas acontece que aqui nos USA, as coisas são bem divididas "coisas de negros, coisas de branco, faculdade de negros, faculdade de brancos, mesas onde sentam-se os negros, mesa on sentam-se os brancos, música de negro, música de branco... e por aí vai o apartheide".
Logo no início da nossa relação durante as poucas vezes que saímos juntas ela sempre vinha com esse papo de "eu nao sei se vc gosta disso pq vc é branca e tal". Eu expliquei para ela várias vezes que eu não ligo de forma alguma e que no Brasil as coisas não são como aqui. Mas todas as vezes que saíamos ela vinha com o mesmo papo... nossa que chatice ter que explicar tudo de novo. Eu acho que na verdade ela se incomoda com a situação, mais do que com o fato de eu gostar ou não de sair com ela e fazer as coisas que os negros costumam fazer por aqui.
Outra coisa, neste programa eu tenho várias atividades obrigatórias das quais eu e os outros CCID's temos que participar querendo ou não e concidentemente ela me convidou para fazer algo juntas umas 3 vezes nos mesmos dias em que algumas dessas atividades obrigatórias estavam acontecendo. E ela simplesmente não consegue compreender isso, e ficou super brava comigo achando que tudo não passava de uma desculpa pra não sair com ela (claro que ela não me disse isso, mas dava pra entender pelo tom de voz e a maneira que ela me olhava). Mas o que eu posso fazer???
Resultado, ela não me convida pra nada mais. Mas ainda assim, eu, Ella e Leo resolvemos fazer um jantar no meu apartamento para os nossos mentores, só pra passarmos um tempo juntos e conversar um pouco. Ela apareceu claro, mas o clima era tenso. A comida estava excelente. Eu e Ella passamos um bom tempo na cozinha e na noite anterior ainda tinha feito a sobremesa com o Vitor (Pavê). Todos os mentors aparentemente adoraram a comida, menos a minha que está de dieta.
Encaminhei as fotos para ela assim como a Ella e Leo fizeram com os seus mentors, mas diferente deles, até hoje não obtive nenhuma resposta dela agradecendo o jantar, as fotos ou falando mal da comida sei lá... NADA e já se passaram uns 23 dias depois da noite do jantar.
Hoje por coicidência a encontrei no prédio em que estudo, ela estava tendo uma conversa com a Carol (presidente do CCID) e o meu coordenador daqui, o Brady, assim como todos os mentors tiveram. Ela falou comigo e me deu um abraço como sempre, mas ela estava visívelmente mais tensa, graças ao bate-papo com a presidente do CCID onde o assunto principal sem dúvida foi a nossa relação.
A Carol está aqui em Daytona até amanhã para avaliar o programa por aqui assim como ela já fez em outros núcleos. Amanhã é a vez dos estudantes internacionais conversarem em particular com ela.
Bem, só me resta dizer que eu acho isso uma pena, eu de fato gostaria de ter uma relação de amizade com a minha mentor, mas as coisas não dependem somente de mim. Como diz a minha mãe: -Quando um não quer, dois não brigam.
* Na foto: Eu e Denise, Leo e Lorenzo, Ella e Andrea (cada um com seu respectivo mentor)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sonny Ericsson Open 2010-Miami / Florida

27 e 28/03/2010
Depois de todas as viagens de Spring Break eu achei que ia passar um bom tempo trancada no meu apartamento sem dinheiro pra nada... de fato eu estava quebrada MESMO depois dessse Spring Break, mas como surgiu a oportunidade de ir para Miami assistir um campeonato internacional de tênis com o Vitor e alguns dos seus colegas de time (Emo, Stef e Kat), lá fui eu já que teríamos que gastar apenas com comida, deu tudo certinho... Fomos no carro do stef e ficamos hospedados na casa de um ex-companheiro do time dos Wild Cats. Gente eu não entendo nada (ao menos não entendia nada sobre tênis, agora até que entendo um pouquinho), mas fiquei muito feliz com o convite do Vitor, assim eu me sinto um pouco mais perto do seu mundo sabe. Também tive a oportunidade de conviver por 2 dias com dois dos seus companheiros de time e a Kat do time feminino, o que foi bem legal.
Ainda hoje o Vitor deve pensar que foi muito difícil pra mim o intensivão de tênis durante aqueles dois dias, mas eu adoro ver e viver coisas novas e essa foi de fato minha primeira experência com tênis. E confesso que não foi nenhum sacrifício para mim, pq o Vitor estava lá, ao meu lado, me explicando tudo pacientemente.
Claro que eu tava meio que perdida durante o campeonato, pois nem sequer reconhecia os nomes dos famosos e tal... eu preciso de um tempo pra me acostumar sabe. Mas o pessoal do tênis tava pirando por lá... Só conseguimos assistir jogos ao vivo no sábado pq para o domingo já não haviam mais ingressos. Então no domingo ficamos na casa do cara lá assistindo tênis pelo telão.
Dessa vez não tive a oportunidade de andar pela cidade de Miami, mas ainda terei tempo para fazer isso até voltar pra casa. =)
Depois desse intensivão de tênis, quero ter umas aulinhas com o meu professor particular... rsrs
* Na foto: Vitor, Eu, Emo e Kat

terça-feira, 27 de abril de 2010

Grand Canyon / Arizona (Spring Break)



21/03/2010 Domingo
O passeio mais esperado por mim durante minhas viagens de Spring Break foi um tanto quanto apressado, em cima da hora, desorganizado e tal, mas graças a Deus deu tudo certinho e eu SIMPLESMENTE amei ter visto o Grand Canyon de perto. Digo que o passeio foi meio que de bolo pq no dia anterior ainda não tinhamos comprado o passeio de ônibus com os guias de turismo pq depois de tanto viajar nós estávamos com o dinheiro mais do que contado.
O que salvou nossa visita ao Grand Canyon foi o fato de termos conhecido mais Brasileiros no hostel em Las Vegas. E por sorte dois desses Brasileiros também estavam interessados nesse passeio e tinham disponibilidade de tempo para o mesmo dia que nós. E o melhor de tudo é que um deles tinha carteira de motorista. Então nós resolvemos alugar um carro, pois essa seria a melhor opção para todos nós já que com uma empresa de turismo iríamos gastar em torno de 100 dólares cada com passagem, alimentação e sourvenir. Ajudar no aluguel do carro, colocar combustível, comer e comprar sourvenir não me custou mais que 50 dólares para cada um de nós. Fomos eu, Leonardo, Ella, Renato e Pará.
Eu como profissional do turismo sei bem da importância de valorizar o trabalho dos profissionais da área e etc, mas acontece que enquanto eu for uma mera estudante internacional com pouco dinheiro no bolso e muita vontade de conhecer o mundo e me aventurar eu terei de fato que optar por alternativas mais econômicas e que me ofereçam mais divertimento.
Com a empresa de turismo nós teriamos direito a fazer duas paradas apenas (Hoover Dam e Grand Canyon). Mas como nós alugamos o carro, fizemos nossos horários e roteiros, paramos em uma serra, Hoover Dam, Rota Histórica 66, Mercado histórico e velho pra caramba no meio do deserto, neve e paradas estratégicas para ir ao banheiro ou comprar comida.
Serrinha

Hoover Dam

Rota Histórica 66

Sem rumo...
Paisagem incostante...

O mercado velho e histórico no meio do nada

Perigo do deserto

Pq sempre tem que ter Coca-Cola no meio? Mesmo que seja no meio do nada???
Area de transição... deserto e serra com neve
É SIMPLESMENTE incrível ver o quanto a paisagem muda durante o caminho... nossa, eu não me cansava de olhar o que me cercava... saindo de Las Vegas, passamos por umas serras verdinhas, depois começamos a avistar serras rochosas, em seguida estávamos no deserto e daí derrepente nós tinhamos neve e mais áreas verdes (se tem uma coisa que nunca passou pela minha cabeça foi ver neve no Arizona... sempre que eu pensava no Arizona, a primeira coisa que me vinha a cabeça era DESERTO e mais nada. E eu que imaginava que não teria mais a oportunidade de ver e tocar a neve depois da minha visita a NYC e DC).
Chegando no Parque Nacional do Grand Canyon, a caminho da atração principal eu vi muito mais neve e pinheiros e daí nesse momento eu me perguntava se eu estava indo para o lugar certo pq não era possível uma coisa dessas... eu também não imaginava encontrar neve no Grand Canyon, pq todas as fotos que vemos desse lugar não mostra nada de neve.
Mas ainda assim, todo o caminho é lindo... branquinho (ao menos nessa época do ano -quase primavera). Quando chegamos no Grand Canyon, eu não conseguia acreditar que estava lá. Sei lá eu sempre sonhei em conhecer esse lugar, mas não sabia se essa vontade se resumiria a mais um sonho... e derrepente, eu tava lá. lol
O lugar é maravilhoso, a vista é de tirar o fôlego e te faz refletir... aquela imensidão, me fez pequenina. Na verdade nem sei explicar ao certo exatamente todas as sensações que aquele lugar me proporcionou, pq era uma mistura de tantas coisas... enfim, só indo lá mesmo pra conferir de perto tudo isso, mas é claro que cada um sente algo diferente. A Ella e o Leo por exemplo até hoje sonham com São Francisco e Las Vegas, enquanto eu continuo pensando em São Francisco e Grand Canyon. Enfim, cada um com suas preferências e sensações.

Grand Canyon

Eu fui lá... nossa, que emoção... ^^

Com meus companheiros de aventura: Ella, Leonardo, Renato e Pará
O passeio do Grand Canyon durou apenas algumas horas (pra ser mais exata, saímos às 8 da manhã e retornamos às 3 da manhã), mas ainda assim, vai ser lembrado por mim para todo o sempre.
Sei que talvez tenha sido loucura da minha parte e dos meus amigos alugar um carro com duas pessoas que acabamos de conhecer (apesar deles também serem Brasileiros), mas sei lá, as vezes é bem legal quebrar as regras (meus pais não vão gostar de ler isso... rsrs - Mas não se preocupem, eles eram pessoas bacanas de fato e eu já retornei para Daytona sem nenhum arranhão... rsrs )
Quem tiver a oportunidade de vistar esse lugar, vá, não pense duas vezes... mesmo que vc tenha que alugar um carro com estranhos, vai valer MUITO a pena. Eu recomendo. ;)
No post que vem... Miami-FL