sábado, 28 de agosto de 2010

Gripe Suína


Agora que já estou em casa sã e salva posso falar deste assunto que assustou e ainda assusta muitas pessoas no mundo inteiro. Mas antes de tudo eu preciso saber qual é a graça que uma pessoa vê em assustar outras pessoas com esse assunto???
Antes de ir fazer o intercâmbio já haviam vítmas da gripe suína em muitos lugares do mundo. Inlusive esse foi um dos tópicos de discussão na nossa comunidade, pois muita gente estava com medo (incluindo eu) e claro os pais dos bolsistas também estavam assustados a respeito disso tudo. Mas eu pensei: Do jeito que as coisas estavam não fazia muita diferença ficar RR e abrir mão da bolsa ou viajar para os EUA para estudar. Pois hoje em dia com a facilidade que temos para nos deslocar de um lugar para o outro é praticamente impossível impedir que doenças como esta se espalhem mundo a fora. Seguindo essa linha de raciocínio, seria inevitável que isso não chegasse por aqui e de fato chegou, mas graças a Deus não tivemos muitos casos. Então resolvi viajar e correr o "mesmo" risco que correria ficando em casa.
Na época a única coisa que se podia fazer era desejar boa sorte a todos e assim foi.
Quatro meses depois da minha chegada aos EUA (outubro de 2009), minha roommate (colega de apartamento) não estava se sentindo muito bem e resolveu ir ao médico. E quando chegou em casa me disse que estava com gripe suína. Eu pensei: Ferrou tudo, se ela esta doente, eu também estou pois vivemos no mesmo lugar e consequentemente muitas pessoas que conviviam conosco também estavam (colegas do programa, da faculdade e até mesmo vizinhos).
Daí conversei com ela para que procurasse tratamento e se isolasse de outras pessoas, mas ao contrário disso ela continuou sua vida normalmente. E disse que não ia se isolar coisa nenhuma já que o destino de todos os seres é a morte (pode?)
Eu passei alguns dias com isso na cabeça super nervosa, mas na época nem contei nada para minha família, pois caso estivesse mesmo doente não havia nada que eles pudessem fazer por mim, só iria deixa-los preocupados e eu também não queria voltar pra casa pra deixar alguém doente. Então apenas fui ao médico e descobri que eu estava doente sim, mas não era gripe suína, era apenas gripe e infecção urinária. Comentei com o médico a minha desconfiança e disse pra ele da minha então roommate havia me dito que estava com gripe suína. Então, ele procurou a ficha e disse que ela não estava com gripe suína, ela também tinha apenas gripe. Daí eu pensei: Ah! $%^#^%^&^%#$#*
Mas acabei nem discutindo nem nada, deixa pra lá essa inconsequente.
Depois de mais alguns meses morando com a peça rara descobri que ela ia ao médico por qualquer coisinha e ela só estava querendo me assustar.
No mês de fevereiro a faculdade onde eu estudava (Daytona State College) ofereceu vacinas gratuitas contra a gripe suína para os estudantes e à comunidade. Eu tomei a minha dose e fiz meu cartão só por via das dúvidas.
Será que eu merecia mesmo uma colega de apartamento tão responsável e consciente de tudo como esta?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Enquanto isso na Terra de Makunaima


De volta a Terra de Makunaima... Eu senti uma sensação muito boa em ver a minha Boa Vista de cima, não desgrudava da janela, reconheci muitos lugares e me impressionei com o volume de água do Rio Branco, o maior Rio do estado de Roraima. Estamos no inverno, mas inverno aqui nessa cidade acima da linha do Equador significa MUITA chuva, nada de temperaturas super baixas. Frio pra gente é 20`C. O lavrado (Savana) estava lindo como sempre e muito verde, por causa das chuvas.
Já no aeroporto tive uma recepção mais que calorosa da minha família e alguns amigos. =)
Chegando em casa...
1-Fiz carinho nas minhas cachorras, matei a saudade delas e conheci o novo membro da família, um pinscher que já me adorou... hhahhaha esses filhotes são tão fáceis de conquistar.
2-Deitei na rede (que saudade da minha rede)
3-Andei pelo quintal de casa que agora esta ainda mais bonito com o gramado. As árvores são as mesmas, mas sei lá parecem estar mais bonitas e verdes também.
4-Conversei com minha família.
5-Comi a comida da mamãe.
6-E dormi muito na minha cama nova e grande.
7-De noite fui para o Fest Rock com meus irmãos e alguns amigos, foi muito bom reencontrar a galera, mas apesar do meu soninho vespertino eu ainda tava muito cansada e nem dei muita atenção para o show do Dado Villa Lobos e das bandas locais, pois eu ainda estava MUITO cansada e só queria voltar pra casa e dormir ainda mais.
No Fest Rock com meus amigos :)
No dia seguinte teve um churrasco aqui em casa com a minha família e alguns amigos... Nossa que saudade eu estava de comer churrasco de verdade, eu comi TANTO...
Durante a primeira semana fiquei resolvendo algumas caisas que estavam pendentes na faculdade, assisti aula com a minha nova turma da faculdade, corri atras de emprego e encontrei outros amigos... Participei da aula da saudade com a turma da faculdade com a qual eu deveria ter me formado, mas como não estava por aqui não foi possível.
Nossa, foi tão bom poder dividir com eles mais esse momento. E no dia seguinte foi a formatura deles. E adivinhem, eu consegui perder estando aqui, pois estava no treinamento do meu trabalho, ou seja, quando cheguei no local, todos já estavam se retirando. Nossa, me senti muito mal por isso, mas enfim, fazer o que? Já foi! Desejo muito sucesso a todos os novos profissionais da área de turismo e me aguardem que fim do ano é a minha vez de colar grau de novo, caros colegas de profissão.
Aula da saudade com a minha eterna turma da faculdade
Falando da minha nova rotina a qual eu ainda não me adaptei... ta uma loucura... é tanta coisa pra fazer, tanta coisa passando pela minha cabecinha...
* Eu preciso concluir e apresentar a minha monografia até o fim de novembro, com um tema totalmente diferente do qual trabalhava antes do intercâmbio e apesar de já ter lido muitas coisas, minhas idéias ainda aindam um tanto quanto confusas.
* Vou concluir o curso técnico, do qual só faltam as viagens, isso significa que terei menos finais de semanas para ler e produzir minha monografia.
* Ainda estou me adaptando ao meu trabalho que é totalmente novo pra mim, e isso ocupa todas as minhas tardes.
* De manhã tenho aula na facul e reuniões com minha orientadora.
* De noite tento trabalhar mais um pouco na minha monografia.
* E eu ainda tenho que me acostumar com o fato de ser a única loira da família agora... rsrs
Meu irmão moreno, eu a loira e minha irmã ruiva... kkk
Peço desculpas aos meus amigos que estão me achando uma chata todas as vezes que recuso convites ou quando me faço presente com aquela cara de cansada e super indisposta.
Paciência comigo minha gente, prometo dar atenção a todos quando acabar as minhas prioridades do momento.
Beijos a todos.
E beijo de meio dia pra vc MBV.
:)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Voltando pra casa... 30/07/2010


Continuando o post passado... Depois do meu cochilo de duas horinhase 5 minutinhos eu acordei, me despedi de alguns outros bolsistas que foram embora para o aeroporto um pouquinho antes de mim, me despedi do apartamento 136 (foi triste, mas nada que se compare com a despedida do apartamento 139), me arrumei e fui checar pela última vez o quarto e o ap, daí descubri que esqueci de esvaziar uma gaveta que tinha coisas importantes e que estavam sendo usadas nos últimos dias... aí pronto fiquei louca, mais coisa pra colocar na mala,  mas deu tudo certo (até eu chegar no aeroporto e pesar as malas com uma balança decente, no aeroporto tive que fazer umas trocas de objetos e coisas entre as minhas malas para que todas ficassem com o peso máximo permitido). Isso pq dois dias antes o nosso coordenador foi no nosso ap pra pesar as malas e de acordo com a balança dele eu ainda podia colocar mais coisas em cada mala.
Depois disso fiquei pelo menos meia hora com a atendente pq ela estava insistindo comigo dizendo que o meu destino final era Brasília... Imagina só chegar lá e ter que pagar mais uma vez  a mala extra dos meus livro... Não mesmo. E por fim meu último probleminha, queriam que eu pagasse 200 dólares pela mala extra, mas como eu já fui preparada para isso e tinha os valores do site impressos, mostrei a eles que mala extra para o Brasil custa 75 dólares. É incrível como existem funcionários mal informados ou intencionados... Mas por sorte eu já estava preparada para isso.
Finalmente toda a parte prática foi resolvida, era hora de dar tchau... lá estavam os coordenadores (Mr. Brady e Vida), novos CCID´s de Daytona (Felipe, Fernado e Edgard) e alguns amigos (Mike, Hernany, Sasha, Alice, Steve, Bruno e acho que só). Chorei claro, não tanto quanto quando saí de Boa Vista há 14 meses atrás, pois como já disse aqui, sou uma baita de uma chorona. Impossível não se sentir triste ao sair do lugar onde você foi foi feliz,  realizou sonhos e pior ainda é saber que não há previsão para reencontrar todas essas pessoas de uma só vez. 
Rapidamente o choro foi substituído pela atenção que foi dada a parte prática da coisa mais uma vez (tirar o casaco, cinto, sapatos e bolsa e passar pela segunça para depois colocar tudo de volta da um trabalhão).
O vôo de Daytona para Atlanta durou apenas uma hora, e chegando lá me despedi rapidamente da Ella, Pablo, Fortune, Bongani e Jacinta rapidamente pois cada um deveria seguir seu caminho a partir dali. Leonardo e Jaciara permareceram comigo até Brasília. =)
Passamos algumas horas no aeroporto de Atlanta onde o Leonardo encontrou uma americana barraqueira só pra variar (não sei pq essas coisas sempre sobram pra ele tadinho rsrs). Mas também encontramos alguns americanos gente boa (adolescentes que estavam indo para o Brasil fazer intercâmbio, morar um ano fora assim como nós fizemos, mas eles com o objetivo de aprimorar o Português). Interessante foi ver ver uma dessas moças no aeroprto de Braília tentando falar com uma atendente que não sabia falar Inglês, a atendente olhou pra mim e pediu minha ajuda já que eu cheguei no mesmo vôo e viu que eu sei falar Inglês, eu poderia ter ajudado, mas aí já atrapalharia o primeiro contato dessa americana com a língua portuguesa no nosso Brasil e só disse a atendente que ela poderia falar Português pois a moça entendia tudo e pasmem, ela entendeu tudo mesmo. A atendente disse no final: racha a minha cara de vergonha... Pois é, ainda existe bastante gente por aí que deve buscar mais qualificação para não passar por situações como essa.
Outra coisa interessante, no vôo de Atlanta para Brasília sentei ao lado de dois Brasileiros. Uma era uma senhora que mora em Brasília e estava viajando com a família (esposo e dois filhos menores de 10 anos). Ela contou que viaja para os Estados Unidos com a família todos os anos para passear e vistar o irmão que mora na Califórnia. Ela não fala Inglês fluente mas se vira MUITO bem. A outra pessoa que sentou ao meu lado era um homem de Goiania  que foi para os Estados Unidos para trabalhar, tinha um visto de 3 anos mas acabou ficando por 8 anos (ilegal claro). Na hora do lanche ele não sabia como pedir um suco de laranja e teve MUITA dificuldade para preencher os papéis da imigração. Me pergunto COMO essa pessoa viveu nos EUA por 8 anos??? Ta aí uma coisa que eu não faço mesmo, morar ilegal em algum lugar e ter que ficar me escondendo e me submetendo a coisas ruins para continuar na ilegalidade sem maiores problemas. Claro que depois de 1 ano e dois meses eu ainda tenho muito a aprender, afinal, ninguém NUNCA vai saber tudo. Mas é realmente muito triste não saber sequer pedir um suco de laranja em Inglês depois de morar por 8 anos nos Estados Unidos.
Em Brasília disse até logo aos meus amigos Leonardo e Jaciara, espero mesmo me encontrar com eles muito em breve.
Cheguei no aeroporto de Boa Vista sem grandes problemas no meu ouvido que sempre me incomodavam muito em viagens longas. Mas em compensação eu estava acabada devido os últimos dias de saidera com os amigos, estresse em arrumar tudo e claro a viagem em si que durou 25 horas ao total, de Daytona Beach até Boa Vista entre vôos e horas de espera em aeroportos.
Agradeço as pessoas me que ajudaram nos aviões com a minha mala de mão que estavam pesada ao extremo... rsrs MUITO obrigada mesmo.
Por hoje é só pessoas, beijo e boa noite.
MBV, beijo de boa boite. =*

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Últimos dias em Daytona Beach-FL


O fim do meu intercâmbio se aproximava e com isso as despedidas iniciaram na quarta-feira (21 de julho de 2010). Esses últimos 10 dias foram uma loucura pra mim. Pois eu tinha que começar a fazer as malas depois da minha breve estada de 14 meses nos EUA. Sim, breve, pois pra mim esse tempo passou num piscar de olhos. 
  Nessa minha arrumação de malas para o retorno a terra de Makunaima, fiquei chocada ao ver a quantidade de coisas que uma pessoa só é capaz de acumular em 14 meses (isso pq eu de verdade não comprei muita coisa, comparando com outros bolsistas, como todos sabem gosto de torrar minhas economias por aí viajando bastante). Mas isso me fez refletir a respeito da vida, pois se em 14 meses eu acumulei um tantão de coisas (papéis e algumas outras coisas não muito necessárias), fiquei pensando em tudo que juntamos até o fim de nossas vidas aqui na terra. Será que tudo isso é realmente necessário??? Acredito que não. Não mesmo.
Entre a arrumação de malas estavam meus amigos que todos os dias tinham convites pra mim... e eu sempre aceitava, mesmo sabendo que teria que ficar até mais tarde da noite ou acordar mais cedo para trabalhar na tal arrumação de malas e apartamento. Pois eu sabia que assim teria tempo de fazer tudo, mas caso recusasse um convite poderia perder a chance de ver um amigo (a) pela última vez...
Então, o bota fora começou na quarta como já disse, me despedi das minhas chefas da CVB (Convention and Visitor´s Bureau).
Quinta fui patinar no gelo com a Jacy, sua mentor e a netinha dela.
Sexta fui na casa da Tatiana em Palm Coast com a Jacy, Ferrah e Bongani
Sábado fizemos um almoço pra reunir a turma, tomamos banho de piscina e fomos para o Coliseum.
Domingo fui dar uma volta em Ocala com o Lorenzo, Leo e Ella.
Segunda-feira fiz um jantar no meu apartamento para alguns amigos, infelizmente nem todos poderam estar presentes. Né, Ricardo Rosa e Ferrah???
Terça-feira, os novos CCID´s foram para o meu apartamento para conversar e comer pizza.
(não peguei as ftos com o pessoal... =/)
Na quarta-feira, dia 28 foi o jantar de encerramento do programa com a entrega dos certificados. Lá estavam todos os professores da faculdade, bolsistas, coordenadores do programa, amigos e alguns mentores. 
Depois do Jantar rolou um sonzinho no meu ap, graças ao Breno (também bolsista) que veio direto da Carolina do Sul com o seu violão pra nos dizer até logo. Sim, até logo pq eu já me convidei para dar uma voltinha em Natal-RN :)
E na quinta, claro que fomos ao Rocking Ranch, dançar mais um pouco de música latina com os amigos. Eu confesso que fiquei viciada nesse ritmo... rsrs 
Do blog para a realidade... Essa foi boa Felipe Brasil =D (A escritora feliz ao lado dos seus leitores: Fernando e Felipe) kkk
Saindo do Rocking Ranch todo mundo foi para o meu ap... foi uma piada, o apartamento já estava de cabeça pra baixo e daí ficou um pouquinho mais bagunçado com as pessoas que acabaram dormindo no chão depois do nosso lanchinho das 4 da manhã... rsrs 
Me despedi dos Egípcios ás 5 da manhã, a galera foi embora, arrumei umas coisinhas, falei com o Vitor às 6 da manhã (adoro os nossos dates matutinos, de verdade... GO WILDCATS, digo, FALCONS... rsrs Tem jeito não, essa nossa farda entrega o nosso time... kkk). Depois tirei uma soneca de duas horinhas só pra me despedir da minha cama... (só mais 5 minutinhos) rsrs
O retrorno fica para o próximo post, já escrevi bastante hoje pra variar... rsrs
Beijos pessoas

sábado, 24 de julho de 2010

Roommates, uma relação de amor e ódio

Todos que leem o blog de verdade já devem saber que aqui no programas todos têm roommates (colega de quarto ou apartamento). Eu já escrevi um pouco sobre essa coisa de morar com pessoas "estranhas" em posts anteriores, mas hoje vou falar um pouco mais dessa relação de amor e ódio entre os roommates.
Durante o programa pré acadêmico eu tive uma roommate da Guatemala, fiquei muito amiga dela, nos demos SUPER bem. Temos muitas coisas em comum e tive a felicidade de reencontrá-la em Nova York em dezembro e matar a saudade da minha sister. No final do pré acadêmico ela foi fazer faculdade no Hawaii e eu fiquei por aqui para fazer a faculdade e tive como roommate uma guria da Nicarágua que também fez o pré acadêmico em Daytona.
Eu também me dei bem com essa roommate da Nicarágua, mas é claro que no início as coisas eram BEM mais fáceis, pois ela era MUITO mais participativa e nós estávamos naquela fase de adaptação, então é claro que queriamos fazer o possível pra viver um ano tranquilo sem muitos problemas. Faziamos TUDO (compras do mês, serviços de casa, cozinhávamos, faziamos compras, iamos para as festas e etc) juntas e até hoje somos as únicas que não tivemos que tornar as nossas desavenças públicas aos nossos coordenadores, pois resolvemos tudo com MUITA tolerância e conversa.
Depois de apenas 3 meses ela relaxou totalmente pois estava SEMPRE MUITO ocupada jogando os jogos do facebook e assistindo novelas mexicas (meu espanhol melhorou MUITO graças a isso, Paola Bracho... rsrs). E com o Vitor ao meu lado que é pelo menos umas 5X mais calmo e paciente que eu, eu aguentei ela esse tempo todo, ouvido o repertório dela diariamente:
-Tengo hambre (tô com fome)
-Que pereza (que preguiça)
-Me duele... (me dói...)
Confesso que já faz um BOM tempo que eu estou por aqui com ela e que não achei nem um pouco ruim ter uma semana de folga dela enquanto ela viajava na semana passada. Mas como o meu pai disso, isso é uma coisa passageira e provavelmente no futuro vou sentir "saudade" do repertório dela e das novelas mexicanas. Apesar das dificuldades tivemos bons momentos por aqui... Por isso estou fumando o cachimbo da paz, assim como meu pai e minha mãe sempre me aconselharam a fazer. Afinal de contas o que é mais uma semana pra quem aguentou um ano inteiro??? É melhor que digamos até logo ao fim desse programa sem estarmos de cara feia uma pra outra.
Seguem depoimentos de alguns Fulbrothers sobre seus roommates na nossa comunidade no orkut:

Jacy (roommate da Gana)
Minha roommate é uma figura... Ela é realmente uma figura, a Vanessa ta de prova..hoje ela colocou fogo na cozinha...um colega (Vitor) falou que por essas e outras só usa o microondas, mas com ela não dá...pq pense numas comidas estranha...uma vez eu gravei tanto a comida dela como a forma que ela se alimentava, uma gororoba que puxava com a mão (sem talher) e comia...muito louco,...fora q tem dia q ela tá as mil maravilhas ...outros dias ela tá tão estressada q parece q vai me atropelar se eu abrir a minha boca....é osso.......essa vida de roomate kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
A vida dela é resumida aos livros e ao computador dela..então até nas horas livres ela usa o computador pra se distrair...costuma assistir uns filmes e uns programas de comedia no youtube,, ela particpipa de todos, igual aos torcedores brasileiros...conversa com os personagens....sorri muuuuuuuuuuuuuuiiito alto e fika indignada com o q acontece nos filmes so falta quebrar o notebook hahahaha eu fico só rindo as escondidas....
Xori (roommate do Brasil/Rodrigo)
Meu roommate... Rodrigo :)
Bom, eu moro com um Brasileiro, o Rodrigo(RS) que a maioria conhece.
Rodrigo é um cara tranquilo, garotinho juvenil criado a leite com pêra. Quando chegou aqui nunca tinha fritado um ovo na vida... Hoje consegue fritar seus ovinhos e sua salsisha sem fazer o alarme de incêndio tocar. Um grande avanço não? :)
Também aprendeu a lavar louça e já não usa somente a lava-louça.
Outro avanço foi que essa semana ele acordou sozinho! Sem eu ter que acordá-lo para ir pra aula hauhauhua
O rapaz está mudando e é o orgulho do pai (eu!) hahaha
Cara maneiro, divertido, descontraido, alegre, sensível, enfim, tudo que compõe um belo Pelotense!
Ah! Ele também da um show na Batera no Guitar Hero! hahahaha
Rodrigo (roommate do Brasil/Xori)
Bom, como todos agora sabem eu vivo com o André. Viver com o André é muito trânquilo, ele passa boa parte do tempo no computador fazendo as coisas de faculdade e dinheiro (sim, DINHEIRO) hahaha. Por ele ser mais velho que eu (ele tem 25 e eu 20) ele está me ensinando todos os conhecimentos Jedi que preciso para viver sozinho e longe da minha família (até porque ele ja morou fora duas vezes). Ja me ensinou como fritar um ovo sem tocar o alarme de incêncio, toda vez que to cozinhando pergunto pra ele se ta pronto e por ai vai. Ele sonha com o dia que eu vou passar uma semana acordando cedo eahuaehuaheu
A gente tem um relacionamento muito feliz e bonito aqui na terra do milho. Ele é cara legal, muito engraçado, prestativo, fanático pelo Vasco (coitado), bêbado e meu motorista particular :)
Karlena (roommate Americana)
asopaskaopksoaksas
cara, vcs podem até perguntar pro diego, minha roommate é louca de pedra! :P
cara, ela eh mto doida... tipo, ela sai mostrando a bunda dela pela janela pros egipicos, fica pegando no "pacote" de uns pakistanes que tem aki, bebe que nem o cão, qndo me ve a 500 kilometros de distância grita meu nome... ela adora atentar os egipicos... ela tem uma chave universal dos banheiros dos apartamentos, entao um deles tava tomando banho e então ela abriu a porta e se enfio no banheiro com o egipcio.. kkkkkkk
ele me contando q ficou aterrorizado com ela no banheiro com ele qrendo tirar a virgindade dele! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ontem, ela tava experimentando a fantasia de halloween dela, uma fadinha bitch e saiu mostrando p todo mundo! :p
mas tirando isso, ela eh uma boa pessoa, me da comida, me leva pra farra, e me ajuda com o inglês...
ah, mas tbm ela eh uma porkinha, viu, não limpa nada... eu tô qse mudando de ap!
Karlena (agora sobre outra roommate)
ow gnt, eu tenho q contar isso, q merda...
eu to com karma p roommate q corta pro outro lado, se é q vcs me entendem :x
primeiro uma menina da costa rica, mas ela eh de boa (quando tá sobria) :x
e agora uma outra guria q eu ainda nao falei com ela, mas ja ouvi coisas bizarras...
ontem uma menina meio "buntch" entrou no ap e foi pro quarto dela, e eu voltei pro meu quarto. Só que meu quarto é ao lado do dela, entao de repente, a musica de lá aumenta e 10 min depois eu comeco a ouvir gemidos (mesmo com a musica alta)... e eu fiquei: =O
Breno (roommates do Egito)
Meus roomantes sao tranquilos.
3 egipicios, cada um mais normal que o outro.
Eu agradeço a eles por não usar alarme pois todo santo dia O ALARME DO INCÊNDIO TOCA NO MINIMO 2 VEZES ME ACORDANDO.
Eu agradeço a eles por serem mais religiosos. Minha mãe sempre sonhou que eu fosse pra igreja todo os dias. Um dos meus roomates eh CRISTÃO FERVOROSO. Todo santo dia ele traz todos os católiticos ( do programa e de fora ) pra fazer da sala uma missa. Ficam rezando em arabe, coisa de doido.
Agradeço a eles pelas dicas de higiene e comida. Meu roommate, quando cheguei no ap, costumava lavar as CUECAS E MEIAS na pia da cozinha, acho que vem dai aquele sabor especial da culinária exótica das areias.
Agradeço pela economia. O ar que respiro aqui eh FREE, Mas o tanto que gasto por mês de bom ar dava pra visitar vcs tudinho.
Eh isso ae gente, cada um no seu quadrado aeheaheaheahe
E viva a experiência internacional aheheahea
Leonardo (roommate do Egito)
Ai, ai
Nossa inveja boa desses rapazes e moças que construiram e constroem uma relação bonita com seus roommates. Eu não tive a mesma sorte. Meu roommate sequer fala comigo. Do Egito ele. No começo tudo de boa, nossa relação era maravilhosa, e ele me ensinou a cozinhar macarrão, porque eu nao sabia cozinhar nada antes de vir pra ca! Fiz progressos, Jaciara e Vanessa que o digam! Hoje já sei fazer além do macarrão, frango, sopas, carnes, pures, e uma sorte de coisas que tento e incrivelmente dão certo! Nessas horas que orgulho do nosso jeitinho brasileiro! Enfim, eu fiz muitos amigos aqui, especialmente americanos! E lógico, amigos visitam com frequência... ai meu roommate comecou a reclamar de os meninos virem aqui, e de boa cara, eu nunca fiz baderna, ou nada que excedesse o limite do tolerável. Reconheço que algumas vezes talvez eu tenha tomado demais o espaço pra mim, mas penso que viver também eh tolerar. Nunca reclamei dos pentelhos que ele deixa na pia por exemplo, nunca reclamei de limpar a casa praticamente só. Ele foi fofocar pro nosso advisor, e agora eu tenho um ridículo schedule para receber pessoas aqui. E ele foi o primeiro a quebrar o schedule, diga-se! Reclamava que não tinha um ambiente tranquilo pra estudar! Agora ele tem e continua sendo um completo ausente! Porra, recebo os meus amigos no meu quarto, porque ele tem que se importar? Segunda brigamos de novo! Ele teve a audácia de bater na minha porta meia noite e meia pra me perguntar porque eu não o avisei que meu amigo iria passar a noite comigo. Detalhe: ele só soube que o cara veio, porque estava do lado de fora... Veio me mostrar o schedule e eu disse: fuck this schedule! Ainda por cima eh todo falso moralista! Fiz uma placa no outro dia e colei na porta do meu quarto:
WARNING: ARE YOU MY FRIEND? IS THE ANSWER "NO"? SO YOU GET THE HELL AWAY FROM MY DOOR! JUST MY FRIENDS CAN KNOCK IT! Enfim, vi ele fotografando a plaquinha, deve mostrar ao nosso advisor esses dias... mas quem disse que eu ligo???
É, talvez eu não tenha tido tanto azar assim com a minha roommate... rsrs

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Patinando no gelo


Hoje fui patinar no gelo com a Jacy, sua mentora (Joy) e a neta dela (Taylor).
Patinação no gelo é uma atividade que eu deveria ter realizado em Nova York, Washington DC ou em Baltimore, onde existe gelo natural... mas acontece que todas as filas estavam enormes e eu não tinha todo o tempo do mundo para desperdiçar em filas gigantescas.
Mas graças a tecnologia, é possível patinar no "gelo" em pleno verão da Flórida (onde faz mais calor que a minha cidade natal essa época do ano-sem exageros).
Foi super divertido, lembrei da época em que patinava com meu irmão Fábio, pela praça Ayrton Senna, Parque Anauá, varanda da minha casa ou na rua com os vizinhos... bons tempos... mas isso foi há mais de 10 anos atrás (isso me faz pensar que estou de fato começando a envelhecer... rsrs).
Então, como faz algum tempo que já não patino, levei alguns minutos para me reacostumar e pegar o equilíbrio necessário. Isso resultou em dois tombos... Mas tudo bem, não quebrei nenhuma perna e minhas mãos não congelaram ao tocar ao chão. E depois disso, foi só diversão.
A vantagem de patinar no gelo é que ao cairmos não corremos o risco de ficar com alguma parte do corpo ralada e você precisa se esforçar MUITO pra conseguir suar a camisa.
Saindo da área de patinação, voltando para a Flórida em natura, senti uma leve dor de cabeça por causa do choque térmico e a minha câmera ficou com a lente totalmente embassada e levou alguns minutos para voltar ao normal.
Enfim, valeu a experiência. As fotos e vídeo exclusivo do meu tombo estarão disponíveis para a minha e amigos em breve.... hahhahaha
Até a próxima queridos leitores.
=)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CCID Love


Hoje falarei um pouco sobre o amor... (suspiros) rsrs
Quem já assistiu algum programa de reality show sabe que mais cedo ou mais tarde algum dos integrantes vai acabar se envolvendo, se apaixonando ou mesmo ficar doente de amor por algum outro (a) participante. Por mais que o programa dure apenas um mês, dois ou três.
Então vocês já podem imaginar o que acontece em um programa de 14 meses... amores platônicos, rolos, namoros e até casamento... rsrs
De uma certa forma esse programa se compara com um reality show, pois convivemos com 20 pessoas que nunca vimos na vida por dois meses, 24 horas por dia durante o programa pré acadêmico. A única diferença é que não temos as câmeras registrando cada passo e conversa. E dessa forma, nossas famílias e amigos só ficam sabendo daquilo que queremos que saibam. E é nessa parte que MUITOS aproveitam pra deitar e rolar (os egípcios hipócritas que o digam).
Quando acaba o programa pré acadêmico vivemos por 1 ano com 16 pessoas do programa em um complexo, duas pessoas por apartamento. Mas ainda assim, não temos muita privacidade, pq com essa coisa de ser vizinho, mais cedo ou mais tarde os participantes se dão conta do que cada um anda fazendo.
Exemplificando as coisas.... Durante a minha primeira semana de pré acadêmico, um garoto da África do Sul me perguntou se eu tinha namorado, eu disse que não. Ai ele me perguntou se eu já tinha pensado em namorar alguém de outro país e eu respondi que não mais uma vez... aí ele disse: -Pense nisso. ( me acabei de rir). Passou um tempo, descobrimos que essa mesma pessoa tinha uma namorada que na veradade era noiva e o filho dele com a noiva nasceu em novembro de 2009.
Um Paquistanês casado e com dois filhos até hoje se diz apaixonado por mim, que quer comprar uma casa no Brasil e tudo. (Pode???). Eu já disse pra ele que ele deve amar a mulher e os filhos. E ele ainda ficou revoltado ao saber que eu tenho um namorado... kkk
Eu sempre disse que sou uma pessoa aberta para conhecer outras culturas e tudo mais, mas aqui descobri que isso exclui relações amorosas, descobri que as coisas podem variar MUITO de acordo com o país de origem de cada um. E eu de fato não gosto dedividir, imagina só, estar com alguém que já tem esposa e filhos... isso está COMPLETAMENTE fora dos meus planos.
Essa questão de cultura é muito forte, continuo interessada em aprender outros idiomas, provar novas comidas típicas, conhecer outros lugares, e aprender mais sobre a história de cada uma dessas culturas mundo a fora, mas é só isso. Sou bem feliz com o meu namorado também brasileiro, sem choques culturais.
Aqui no programa, muitos egípcios fazem o que querem, curtem muito e depois quando voltam para a terrinha, dizem que odiaram tudo aqui e que se comportaram como anjos e depois de um mês mais ou menos arranjam alguma egípcia que provavelmente já estava prometida e se casam. Tem também os egípcios mais malucos que arranjam americanas aqui e se casam pra pegar o green card. Por isso, esse ano deram uma boa cortada nas bolsas destinadas a eles. Não digo que todos usam as americanas (0s), claro que ainda existe o amor verdadeiro (sim, continuo acreditando no amor).
Mas aqui no programa também temos bons exemplos... :)
Os participantes que namoram com pessoas do mesmo país, tendem a ter relações mais sérias e duradouras... Uma guria que morava no meu ap antes de mim esta noiva de outro CCID e tem também um outro casal de CCID's que está namorando firme e forte.
Tem também aquelas pessoas que já vieram pra cá tendo namorado e se comportaram muito bem e após o retorno disseram que a distância serviu pra fortalecer a relação. Lindo não?
Beijos para o meu namorado Vitor Belucci e viva o amor!!!
<>

sábado, 10 de julho de 2010

Indiana por um dia


Ontem (09 de julho de 2010), Jaciara e eu tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cultura indiana graças a nossa amiga Ferrah.
A princípio o plano era apenas aprender a colocar o Sari (roupa tradicional da Índia, que é constituído de uma longa peça de pano que envolve todo o corpo. São utilizados cerca de 6 metros de tecido todo trabalhado a mão). Mas como a Jaciara foi convidada para a abertura de um restaurante da cidade e tinha direito a 3 convidados (Ferrah, eu e Leonardo-mas o Leo não estava usando roupa de indiano), fomos para o restaurante usando o traje típico da Índia.
A produção foi SUPER longa... Nossa, que trabalho enrrolar todo esse pano no corpo de forma perfeita. Jaciara e eu fizemos um vídeo na casa dela de quase meia hora, sendo que no fim desse vídeo a nossa produção ainda estava longe de chegar ao fim.
Primeiro temos que colocar uma saia feita de um pano grosso e que deve ser amarrada bem forte na cintura, pois essa saia é que da a sustentação ao Sari.
Em cima é utilizado um top que deve ser bem justo ao corpo. Tem que ser um top, pois o Sari deixa em evidência uma pequena parte das costas e um pouco barriga (por isso a Ferrah disse que o sari é uma das roupas típicas mais sexy do mundo).
Depois da saia e top, é a hora de colocar o Sari, primeiro você dá várias voltas na altura da cintura e em seguida coloca por dentro da saia. Deve-se deixar um longo pedaço de pano sobrando pois é necessário fazer umas dobras para que fique com os detalhes na saia. A outra parte que sobra do tecido deve ser passada por cima do ombro esquerdo e preso no top com um alfinte. A útma parte do tecido (que é a parte mais trabalhada e com mais brilho) deve ficar solta nas costas ou deve ser segurada com o braço esquerdo, para mostrar todo o charme o Sari.
Aqui nos Estados Unidos as pessoas não ligam para o tipo de roupa que você usa, seja lá o que for vai ser sempre visto naturalmente. Coisa que não acontece ainda no Brasil, pois caso saíssemos assim pela rua, seríamos o centro das atenções.
No restaurante, o garçom que estava responsável pela nossa mesa acreditou que éramos todas indianas (tudo bem que ele acreditasse na Jacy, mas eu... com esse cabelo, olhos e pela clara, não tem nada a ver. Sem contar que o nosso sotaque não é de Indiano, pois todos eles tem o 'R' BEM carregado na pronúncia). Enfim, por essas e outras que muitos dizem que os americanos não têm noção geral da cultura mundial.
No fim do jantar eu já estava sentindo uma baita dor na cintura graças aquela saia SUPER apertada (mas creio que esse seja o segredo da cintura de violão das indianas, pois usar essa saia apertada a cintura com frequência deve de fato fazer efeito).
De acordo com a Ferrah, hoje em dia o Sari não é mais utilizado com tanta frequência, apenas em ocasiões especiais. Ela disse também que o Sari era muito utilizado na geração da avó dela e que ela mesmo só tinha utilizado um 5 vezes em toda sua vida (ela tem 21 anos). Pois, hoje em dia eles se vestem da maneira que nós estamos acostumados de ver (excluindo as roupas curtas e decotes) e isso vale principalmente para as indianas e indianos que moram nos Estados Unidos. Pois de uma forma ou de outra os que ainda moram na Índia acabam sendo mais tradicionais.
Ferrah se mudou para os Estados Unidos ainda quando criança, morava no estado de Nova York e se mudou para Daytona há pouco tempo.
* Foto tirada na faculdade, quando paramos pro Leo pegar dinheiro no caixa eletrônico.
Eu, Ferrah e Jaciara.

domingo, 4 de julho de 2010

Aprendendo a Surfar


Ontem dia 03 de julho de 2010, tive a minha primeira aula de surf. Como moro em um estado onde não tem mar, fica meio difícil saber alguma coisa de surf... Claro que já visitei outros estados Brasileiros com praia, mas não dava pra simplesmente chegar para uma pessoa estranha e falar: - Oi, você pode me dar uma aulinha?
Então na semana passada fui à praia com uma das minhas chefas fazer umas fotos e uns vídeos para o site da CVB daqui de Daytona Beach e ela disse pra mim que surfava e que sempre leva os filhos dela para surfar junto com ela. Então eu disse que achava interessante, mas que nunca tinha tentado. E ela super gentil me convidou para "surfar"com ela ontem.
Os filhos dela não estavam presentes pois era o dia deles ficarem com o pai. Então com a minha chefa estavam as suas amigas de 50 e poucos anos e mais dois amigos da mesma faixa etária. Preciso dizer que as pessoas de meia idade aqui são super ativas e independentes. As vezes independentes além da conta. Mas voltando para a aula de surf...
Meu primeiro desafio foi carregar uma prancha de verdade. Além de ser super pesada, era bem larga e eu mal conseguia abraça-la.
Desafio número dois, se acostumar com aquela corda amarrada no pé que me assustou pelo menos umas 3 vezes... rsrs
E último desafio foi surfar de fato. Nossa, eu nunca tinha tomado tanto caldo na minha vida... rsrs. Mas depois de uma hora eu já conseguia subir na prancha e tentava ao máximo manter o equilíbrio do meu corpo.
Fomos pra praia às 9:00 h e ficamos na água até as 12:00 h, nesse tempo todo eu só consegui "surfar" 3 vezes, mas acho que ta bom para a primeira aula. Nossa, quando peguei de fato a primeira onda, eu senti uma sensação muito boa... mas claro que essa sensação boa se foi quando cheguei perto da faixa de areia bolando... hahhaha Mas nas outras duas vezes deu tudo certinho, não saí bolando no final. (Isso é um grande avanço).
Depois da aula de surf, minha chefa, seus colegas e eu fomos para um barzinho pra conversar um pouco e tomar alguma coisa que não tivesse sal. Foi super bacana, todos eram extremamente simpáticos e curiosos (queriam saber de tudo sobre mim e a Amazônia).
Neste exato momento, sinto dor pelo corpo inteiro... Essa vida de surfista não é nada fácil... rsrs (e a minha chefa me chamou pra ir de novo semana que vem... vamos lá, quem sabe eu não vire uma profissional daí já estarei pronta para surfar na Pororoca quando for vistar o Pará).
Agora vou indo pra Main Street, hoje é 4 de julho e está tendo comemoração por lá. Talvez eu escreva sobre isso novamente caso tenha alguma coisa diferente pra contar dessa vez.
Beijos pessoas. :*
* A foto é pra mostrar como a praia estava ontem... mas até que a água não estava fria.
E é claro que eu não estou nessa foto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Açaí???


Estando longe de casa nós sentimos muita falta de tudo e de todos (tudo, inclui comida e os pratos típicos da região em que você vive). Eu sou de Roraima, extremo Norte do Brasil (região Amazônica) e sou apreciadora de um bom açaí.
Então, um belo dia enquanto eu passeava pelo shopping daqui de Daytona Beach-FL, fui procurar por sucos naturais (natural aqui significa um pouco menos artificial, mas eu ainda tinha esperanças). Então vi que eles tinham açaí (the rain forest fruit). Nossa que alegria, eu pedi um médio que já era grande, mas na verdade estava pensando em pedir o grande que é gigante para que todos os meus amigos podessem se deliciar com o suco desse fruto tipicamente amazônico. Mas, depois que já tinha pago e tudo, tomei o primeiro gole e surpresa: Não tinha nada de açaí ali... Gente eu fiquei TÃO frustada!!! Isso é propaganda enganosa, ali tinha os vários tipos de berry que o pessoal ama por aqui, mas não tinha NADA de açaí. Abri o copo pra ver melhor essa marmota e a cor do suco era rosa claro. Depois desse vexame do açaí tive que explicar para os meus amigos que estavam comigo que aquilo não era açaí.
Mas é assim mesmo, aqui e em muitos lugares do mundo as pessoas usam o nome da Amazônia como estratégia de marketing para atrair clientes. O problema é que muitas pessoas não sabem o que é açaí de verdade, daí compram uma porcaria dessa no shopping e acham que estão tomando a bebida energética da Amazônia.
Durante as viagens que fiz por aqui tive a oportunidade de visitar diferentes cidades, museus, aquários, zoológicos e etc... e a Amazônia estava lá... Por exemplo em São Francisco vi a Rain Forest Café, em Baltimore no aquário e mini zoológico, havia uma parte dedicada só a aves, plantas e répteis da Amazônia, em Nova York vi um planfeto que dizia: Vamos salvar a Amazônia. Ou seja, a Amazônia é sinônimo de um bom negócio, pois tive a oportunidade de observar a expressões e comentários de americanos no aquário de Baltimore, e todos estavam super interessados e curiosos sobre o assunto e espécies.
Eu sinceramente acho isso um absurdo, mas infelizmente acho que não há nada que se possa fazer a respeito. Eu pelo menos não sei de nenhuma lei que proiba o uso do nome. Então, enquanto isso muitas pessoas continuarão a ser enganadas com o falso açaí e outros produtos da amazônia.
Quando eu fui para Miami, também vi açaí por lá, mas como Miami é uma cidade onde existem muitos brasileiros e como o evento de footvoley estava sendo organizado por Barsileiros tive a oportunidade de matar um pouco a saudade do açaí. Só que o preparo era um pouco diferentte, esses brasileiros do Rio de Janeiro acrescentaram suco de maçã artificial no açaí, eu fiquei só olhando aquilo. O gosto não ficou ruim, mas fugiu do tradicional açaí da Amazônia. Será que é assim mesmo que tomam açaí no Rio??? Preciso dar um pulo por lá pra conferir, mas antes disso tenho que provar o açaí do Pará.
Abaixo esta a lenda do Açaí, espero que gostem.
Um abraço a todos e tomem açaí pra crescer e ficarem fortinhos (mas tem que ser o original).
=)

Lenda do Açaí

Antes de existir a cidade de Belém, capital do Estado do Pará na Amazônia, uma tribo muito numerosa ocupava aquela região. Os alimentos eram escassos e a vida tornava-se cada dia mais difícil com a necessidade de alimentar todos os índios da tribo. Foi aí que o cacique da tribo, chamado de Itaki tomou uma decisão muito cruel. Ele resolveu que a partir daquele dia todas as crianças que nascessem seriam sacrificadas para evitar o aumento de índios da sua tribo. Um dia, no entanto, a filha do cacique, que tinha o nome de IAÇÃ, deu à luz uma linda menina, que também teve de ser sacrificada. IAÇÃ ficou desesperada e todas as noites chorava de saudades de sua filhinha. Durante vários dias, a filha do cacique não saiu de sua tenda. Em oração, pediu à Tupã que mostrasse ao seu pai uma outra maneira de ajudar seu povo, sem ter que sacrificar as pobres crianças. Depois disso, numa noite de lua, IAÇÃ ouviu um choro de criança. Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua filhinha sorridente, ao pé de uma esbelta palmeira. Ficou espantada com a visão, mas logo depois, lançou-se em direção à filha, abraçando-a. Mas, misteriosamente a menina desapareceu. IAÇÃ ficou inconsolável e chorou muito até desfalecer. No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira. No rosto de IAÇÃ havia um sorriso de felicidade e seus olhos negros fitavam o alto da palmeira, que estava carregada de frutinhos escuros. O cacique Itaki então, mandou que apanhassem os frutos em alguidar de madeira, o qual amassaram e obtiveram um vinho avermelhado que foi batizado de AÇAÍ, em homenagem a IAÇÃ (invertido é igual a açai). Com o açai, o cacique alimentou seu povo e, a partir deste dia, suspendeu sua ordem de sacrificar as crianças.mas de respeito pela vida.
Fonte:

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Copa do Mundo 2010


Chegou a época de unir as nações por uma só paixão: Futebol. Eu confesso que não sou doente por nenhum time do Brasil, mas claro que tenho minhas preferências (melhor não citar o nome de nehum clube para evitar desavenças entre os meus leitores rsrs).
Confesso também que eu gosto de assistir os jogos da Copa do Mundo (claro que também não fico doente com isso igual a minha roommate que assiste TODOS os jogos e fica discutindo com qualquer um sobre os jogos, dizendo quem vai ganhar ou perder, fazendo comentários sobre os jogos e jogadores... como se ela entendesse alguma coisa de futebol... rsrs) eu assisto apenas os jogos que me interessam. Ou seja, assisto os jogos do Brasil.
Mas é claro que não é a mesma alegria assistir o seu time em outro país.
1) A narração é terrível em Inglês, não tem emoção.
2) Qual a graça de torcer sozinha??? (Eu assisti o primeiro jogo sozinha no meu quarto, pois todos os outros Brasileiros estavam ocupados com os afazeres do programa... O jogo em si já foi ruim-especialmente o primeiro tempo-mas ver o jogo sozinha é ainda pior).
3) Não tem festa na rua quando o Brasil ganha (só em Orlando, mas acho que não vai dar pra ir lá).
4) Como aqui tem gente do mundo todo, você tem que aguentar os invejosos que não têm os seus países na copa azarando o seu time. E eu como não sou de ficar brigando, deixo quito... bando de invejosos... hahahahaha
5) Você morre de medo que o seu time de fato perca e caso isso aconteça não terá ninguém pra dividir a dor com você.
Ao menos o segundo jogo do Brasil foi melhor, tirando o fato que o Kaká não poderá participar da próxima partida contra Portugal. E a torcida por aqui dessa vez também foi bem melhor, reunimos a Brazucada (Eu, Jacy, Leonardo, Fernando e Felipe) fomos assistir o jogo na casa de um colega. Depois do jogo, ficamos dançando música latina pq nosso colega não tinha música Brasileira, mergulhamos na piscina e comemos comida Brasileira (feijoada, arroz, carne, farora e salada... TÃO bom!!!).
Agora só me resta continuar torcendo pela seleção e torcendo também pra que eu tenha meus amigos pra torcerem comigo (assim ao menos me sinto um pouco mais perto do Brasil).